sexta-feira, 4 de maio de 2018

Soberanias



O tempo tudo perece
Não há prece, crença ou jura que desfaça essa realidade

Olho para cima
Vejo
O soberano
Manchado de cinza seu azul insiste em dizer algo
Tento ouvir em vão
O tempo ao falar a verdade ensurdece


No silêncio das horas
A solidão diz do fim do dia
Do amor
Da vida
Durmo o sonho
morte
antecipada.

Ana A. Farias

24.11.2012


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