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Teorias Psicodinâmicas

 
Quais são as idéias que todas as teorias psicodinâmicas têm em comum? As teorias psicodinâmicas vêem o comportamento como o produto de forças psicológicas que interagem dentro do indivíduo, freqüentemente fora de seu estado de consciência. Freud baseou-se na física de sua época para cunhar o termo psicodinâmica. Assim como a termodinâmica é o estudo do calor, da energia mecânica e da transformação de um em outro, a psicodinâmica é o estudo da energia psíquica e de sua transformação e manifestação no comportamento. Os teóricos dessa linha discordam entre si a respeito da natureza exata de tal energia psíquica. Alguns, como Freud, remontaram-na aos impulsos sexuais e agressivos; outros, como Karen Horney, consideram-na enraizada na luta do individuo em lidar com sua dependência. Todos eles, porem, compartilham a idéia de que os processos inconscientes determinam primariamente a personalidade e podem ser mais bem compreendidos dentro do contexto de desenvolvimento do ciclo vital. Algumas partes da teoria psicodinâmica, especialmente a visão de Freud da sexualidade feminina estão ultrapassadas. Os cinco pontos a seguir, entretanto, são centrais a teorias psicodinâmicas e sobrevivem a todos os testes do tempo (Westen, 1998). 
1. Muito da vida mental é inconsciente e, como resultado, as pessoas podem comportar-se de maneiras que elas próprias não entendem.
2. Os processos mentais, tais como emoções, motivações e pensamentos, agem paralelamente e podem, assim, ocasionar sentimentos conflitantes.
3. Não somente os padrões estáveis de personalidade começam a se formar na infância como as primeiras experiências também influenciam bastante o desenvolvimento desses padrões.
4. As representações mentais que fazemos de nos mesmos, de outros e de nossos relacionamentos tendem a orientar nossas interações com as outras pessoas.
5. O desenvolvimento da personalidade envolve aprender a regular sentimentos sexuais e agressivos assim como tornar-se socialmente interdependente em vez de dependente. Como poderemos ver, esses cinco pontos estão implícitos no trabalho da maioria dos teóricos psicodinâmicos.


Fonte: MORRIS, Charles G. Introdução à Psicologia. Tradução de Ludmilla Lima e Maria S. Duarte Paptista. São Paulo: Prentice Hall, 2004. Pág. 344 a 348

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