sábado, 26 de setembro de 2015

Conheça 11 razões intrigantes para experimentar fazer Psicoterapia


Já vai caindo completamente por terra a antiga crença de que somente as pessoas loucas ou fracas procuram ajuda psicológica. Nos dias de hoje, fazer psicoterapia é visto como uma ferramenta no auxílio do Eu, como uma forma de crescimento e melhoramento pessoal.
“Não só as pessoas bem-sucedidas não temem a psicoterapia, elas abraçam-na …. A psicoterapia é uma ferramenta que cria o sucesso. Pessoas inteligentes usam-na. E a Psicoterapia não é apenas algo que as pessoas inteligentes utilizam, é algo que quase todas as pessoas provavelmente deveriam tentar, pelo menos durante algum momento de suas vidas”. (Richard Taite)
Vejamos algumas vantagens que a psicoterapia proporciona, mas que só quem a experiencia sabe:

1 – Os efeitos da Psicoterapia persistem ao longo prazo
Um dos grandes benefícios de fazer Psicoterapia é que os seus efeitos são duradouros. Isso acontece porque não se está apenas a trabalhar para erradicar um problema específico, também se desenvolvem ferramentas que ajudam a lidar com possíveis problemas futuros. Assim, adquire-se uma espécie de lente reflexiva que permite pensar, falar e expressar sentimentos sobre a nossa vida interior, mesmo depois de terminar o tratamento. Embora a medicação possa ser essencial para alguns casos, corre-se o risco de recaída após ter sido interrompida. A forma como a psicoterapia vai à origem do problema é a razão pela qual os antidepressivos funcionam melhor quando administrados em conjunto com um psicoterapia.

2 – Os sintomas físicos também são tratados
O trauma psicológico, a depressão e a ansiedade são bem conhecidos por apresentarem significativos e debilitantes sintomas físicos. Muitas vezes, quando as pessoas não expressam os seus sentimentos, mantendo-os enterrados e fora da consciência, o corpo reage via dores de estômago, dores de cabeça, problemas de sono e úlceras. Através de uma psicoterapia, assumindo que é bem sucedida, os sintomas físicos começam a desaparecer.

3 – As emoções reprimidas vão voltar para assombrar
A maior desvantagem de não falar sobre as coisas é que os sentimentos e traumas não expressos podem acumular-se, podendo vir à tona quando menos se espera e fora de contexto. Criam-se, assim, padrões negativos de pensamento que podem contagiar todas as áreas da sua vida: relacionamento amoroso, pais, crianças e colegas de trabalho. Por isso, aprender a processá-los pode mudar a forma como se move em várias áreas da sua vida.

4 – Faz desaparecer a passivo-agressividade em si
Os sentimentos de raiva são muitas vezes expressos de uma forma passivo-agressiva, em vez de uma forma mais directa e menos agressiva. Quando se trabalha sobre essa raiva antiga (ou recente), ela é realmente processada, não havendo mais a necessidade de a escoar de forma passivo-agressiva.

5 – Ter também uma nova perspectiva sobre as outras pessoas 
A psicoterapia não só ajuda a própria pessoa a compreender-se melhor, como ajuda a entender as outras pessoas também. Por vezes, quando temos pensamentos negativos e não os conseguimos processar sozinhos, eles enraizam-se de tal maneira que vemos o mundo todo através de uma lente escura, levando a fazer muitas suposições que podem ou não ser verdadeiras. Sem a confusão dos seus próprios (muitas vezes errados) pressupostos, é muito mais fácil de entender as intenções e motivações dos outros.

6 – Ajuda a lidar com futuros problemas
Ao longo da vida vão sempre surgindo problemas de maior ou menos dimensão, saber lidar com eles de uma forma saudável e adaptativa é uma capacidade essencial. O conflito faz parte da vida quotidiana, pelo que é útil estar ciente dos sentimentos que eles provocam em si.  Ao reflectir sobre o que está acontecendo do lado de fora, está-se em melhor posição para resolver o conflito. Falando sobre as coisas com alguém e reflectindo sobre que sentimentos são evocados, e o por quê, leva a uma maior compreensão de si mesmo. Assim, está-se mais livre para pensar em maneiras de responder de uma forma mais pró-ativa, não se deixando engolir pelos acontecimentos e encontrando melhores formas de lidar com eles.

7 – Falar sobre as coisas dá-lhes forma
Muitas vezes ficar a pensar em círculos num problema não nos faz chegar a conclusão nenhuma. Falar sobre o problema com alguém dá-lhe um início, meio e fim, torna-o mais consciente do mesmo e do que está a provocar os sentimentos de ansiedade, tristeza, irritação ou frustração. Assim, assume-se o controlo, sendo mais fácil decidir a melhor forma de lidar com esses sentimentos ou de tomar medidas para aliviá-los.

8 – Saber que não se está sozinho 
Consultar um psicoterapeuta pode ser um grande alívio por si só, pois já se inicia a tomada de medidas para ajudar a resolver o que o está a perturbar. É também bastante reconfortante saber que se tem uma estrutura de apoio interno, onde se vai uma ou duas vezes por semana.

9 – Uma forma de reprogramar o cérebro
Estamos habituados a pensar que somente a medicação consegue levar a mudanças cerebrais, no entanto, começam a existir provas bastante convincentes de que também a Psicoterapia leva a estas mudanças. Com os métodos de imagiologia cerebral, a Psicoterapia tem demonstrado provocar alterações na actividade do córtex pré-frontal medial, o córtex cingulado anterior, hipocampo e da amígdala. Essas áreas estão envolvidas em pensamentos auto-referenciais (pensamentos de preocupação consigo próprio), controle executivo, emoção e medo. 

10 – Deixar de ter de se auto-medicar
Usar a auto-medicação para “lidar” com pensamentos ou sentimentos dolorosos é muito comum. Contudo, não só não resolve o problema, como o mascara, podendo levar a um ciclo vicioso que vai agravar o problema inicial. No decorrer de uma Psicoterapia vai poder chegar à raiz dos problemas, que transporta do passado e, à medida que os for resolvendo dentro de si, vai deixar de ter a necessidade de usar a auto-medicação como forma de aliviar o sofrimento.

11 – Permite fazer melhor com a próxima geração
Uma das melhores coisas acerca de fazer Psicoterapia é que, se tem filhos, poderá ensinar-lhes uma forma melhor de lidar com os seus próprios sentimentos e emoções. Para as crianças, falar sobre sentimentos permite-lhes expressar-se de uma forma saudável através de todas as cores das suas emoções. Isto é importante para expressar, por exemplo, a raiva quando se sentem ignorados ou tratados injustamente ou quando alguém diz algo doloroso. A alternativa é reprimir o sentimento, sentir-se ressentido, e talvez agir para fora a raiva através de um comportamento desafiador. O Deve-se começar a falar sobre sentimentos com as crianças o mais cedo possível.


FONTE: Forbes 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Amor Patológico


Amor a primeira vista, amor de verão e amor de infância. Quase todo mundo já teve um ou todos eles. E o amor patológico? Você já viveu algum?

O amor patológico é uma doença que causa dependência como se fosse uma droga, só que nesse caso, a droga não é um produto químico ou álcool, é o parceiro ou parceira. 

De acordo com a psicóloga Sílvia Rezende Azevedo, o amor patológico atinge com mais freqüência as mulheres, mas os homens também podem sofrer desse mal. Para saber se alguém tem amor doentio é só analisar o relacionamento. 

"Chega a um ponto que o amor fica obcecado e a pessoa deixa a sua vida para viver a do outro ou não permite que o parceiro tenha vida própria".Segundo Sílvia, quando a pessoa deixa os amigos, o parceiro passa a ocupar mais espaço do que a família, o trabalho e outros afazeres, ou o medo da relação acabar é incontrolável e se começa a seguir e vigiar o outro, é certo que o amor deixou de ser algo saudável e se transformou num vício. 

"Pesquisas mostram que as áreas do cérebro que são ativadas quando se está interessado por alguém são as mesmas da obsessão. É uma sensação química e quando o amor passa a ser doentio a pessoa tem crises se está longe ou sem o parceiro, tem sentimentos de culpa. É como se fosse uma droga que não se pode ficar sem", explica Sílvia.

A psicóloga afirma que é difícil perceber que o limite saudável de uma relação está sendo ultrapassado devido a uma questão cultural de que em um relacionamento amoroso, principalmente no início, é normal amar exageradamente, demonstrar que ama e fazer uma série de coisas pelo outro. "É como o consumo de álcool que é uma droga aceitável e consumida socialmente. No começo você bebe e não percebe nada porque está dentro do normal, com o passar do tempo sua vida começa a girar em torno disso e você não percebe que está passando do limite", compara.A pessoa doente se torna impulsiva e compulsiva devido ao vício. 

O amor se transforma em um sentimento destrutivo para o casal e que em alguns casos pode ocasionar tragédias como crimes e suicídios. O amor patológico pode atingir, principalmente as mulheres com mais de 30 anos e que não têm um relacionamento estável. "As mulheres estão mais seletivas e depois de determinada idade, quando encontram um parceiro, ficam doentes por ele e são capazes de fazer tudo para não perder essa relação", diz Sílvia.Esse amor doentio não fica restrito a relação homem-mulher. Pode atingir também pais, irmãos, filhos e amigos. "Algumas mães gostam tanto dos filhos que acabam com o relacionamento amoroso deles e alguns amigos têm ciúme doentio pelo outro", exemplifica. 

Características do amor patológico 
A psicoterapeuta e pesquisadora do Ambulatório do Amor em Excesso (Amore) da USP, Eglacy Sophia, destaca alguns sintomas dos 'doentes de amor': - Sintomas de abstinência (como angústia, taquicardia e suor) na ausência ou no distanciamento (mesmo afetivo) do amado - O indivíduo se preocupa excessivamente com o outro - Atitudes para reduzir ou controlar o comportamento de cuidar do parceiro são mal-sucedidas - É despendido muito tempo para controlar as atividades do parceiro - Abandono de interesses e atividades antes valorizadas - O quadro é mantido, apesar dos problemas pessoais e familiares Serviço 

O Ambulatório do Amor em Excesso da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) aceita voluntários para tratamento e pesquisa do amor patológico. As triagens são agendadas pelo telefone (11) 3069-7805, somente às quartas-feiras, das 10h às 17h. Os participantes passam por 16 sessões de psicoterapia e psicodrama em grupo.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Livro de Cabeceira 01: Marcelino Freire





O BICHO

Vi ontem um bicho 
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

MANUEL BANDEIRA

Marcelino Freire é pernambucano da cidade de Sertânia. Viveu também no Recife antes de se mudar para São Paulo em 1991. Ele ganhou o Prêmio Jabuti de 2004, com o livro "Contos negreiros", e o Prêmio Machado de Assis de 2014, com o romance "Nossos ossos". Além de poeta, contista e romancista, Marcelino Freire também ministra oficinas literárias e é o criador do evento "Balada Literária", que desde 2006 mistura festa e livros no bairro paulistano da Vila Madalena.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Terapia, a mudança que você promove


“De dificuldade nos relacionamentos amorosos, depressão, baixa auto-estima até síndrome do pânico, estas têm sido as principais queixas que levam as pessoas aos consultórios”, revela a psicóloga clínica dra. Mariuza Pregnolato.


Aí, vem a pergunta: é possível reverter esses quadros? De acordo com a psicóloga a resposta é positiva. Pois as pessoas vêm mobilizadas pela dor e acabam descobrindo-se. A partir disso, percebem um universo de possibilidades. Quando começa a fazer terapia, a pessoa passa a acessar recursos antes inimagináveis, que estão, na realidade, dentro dela mesma.

Aprende a livrar-se de sofrimentos desnecessários e a lidar com as dificuldades que surgem ao longo da vida.

Uma área bastante recente da Psicologia habilita terapeutas para o trabalho com bebês, mas, tradicionalmente, a terapia é indicada para crianças a partir dos quatro ou cinco anos de idade. Os resultados da terapia são sentidos a curto prazo com a eliminação dos sintomas desagradáveis. Já a médio e longo prazos, o indivíduo sente o prazer de se conhecer melhor, investe no próprio autodesenvolvimento, aumenta sua capacidade de reflexão e auto-análise, para citar apenas alguns dos benefícios.

Em torno do assunto sobre as vantagens/benefícios de fazer terapia pairam, ainda, algumas dúvidas e uma das mais freqüentes diz respeito ao que pode ou não ser falado em consultório. “Na realidade tudo pode e deveria ser trazido para a terapia. Espera-se que o terapeuta esteja devidamente preparado e seja suficientemente aberto para lidar com qualquer tipo de tema, conteúdo, fantasia ou patologia que faça parte da vida da pessoa que o procura”, esclarece a dra. Mariuza.

Vale lembrar que o processo terapêutico só será bem-sucedido com a participação espontânea e ativa do próprio paciente, pois, sem sua cooperação o terapeuta torna-se impotente. Os resultados da terapia são proporcionais à capacidade da pessoa permitir-se ser ajudada pelo profissional.

Muitas pessoas julgam que precisar de um psicólogo para resolver seus problemas mais íntimos é um sinal de fraqueza. "Ao contrário, eu diria que esta atitude demonstra coragem pois é preciso ter humildade suficiente para procurar ajuda. Sendo que ao longo da vida há momentos em que não somos capazes de enxergar amplamente as armadilhas e os nós em que estamos envolvidos. Nessa hora, a ajuda de um profissional habilitado poderá ser o melhor atalho na recuperação de nosso equilíbrio e bem-estar”, afirma a psicóloga.