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Mostrando postagens de Abril, 2015

A ação terapêutica da psicanalise e a neurociência

"Algumas das revelações fantásticas da neurociências deram a impressão de que segredos guardados a sete chaves por todos os mágicos do mundo começaram a ser exibidos a um publico embevecido, ávido por conhece-los. entretanto, dados fornecidos por ela própria afastam a possibilidade de substancias exógenas artificiais substituírem processos   endógenos naturais induzidos por estados afetivos experimentados ao longo de uma vida de relações interpessoais. A neurociência não é capaz, por exemplo, de substituir a relação mãe-bebe, responsável pela formação da mente a partir de sua ação direta sobre neurotransmissores e circuitos neurais envolvidos na interação afetiva." (...) "A consubstancialidade de mente e cérebro se afirma de modo tão peremptório que qualquer estudo psicológico mais profundo, se quiser ser cientifico, não pode desconhecer os resultados das investigações neurocientíficas. Por isso, quando se expõem os aspectos subjetivos da ação terapêutica da psicanalis…

Frases - Felicidade

"Felicidade é ter Algo o que Fazer, Ter Algo que Amar e algo que Esperar". 






(Aristóteles)


Depressão - A Epidemia do Desencanto por Henrique Senhorini

Primeiro quero agradecer pelo convite o pessoal do Instituto Latino americano de Psicanálise Contemporânea, através dos colegas Olivan Liger e Tiago Oliveira e a um agradecimento especial à Ana Gueiros – uma jornalista contaminada pela Peste. É uma honra e um prazer estar aqui com todos vocês.
Bom.... para iniciarmos este Pensar Psicanálise 2ª edição, nada melhor que algumas questões para nos provocar: O que é depressão para psicanálise? Seria o baixo nível de serotonina em certas áreas do cérebro? Uma doença do corpo?  Uma doença da alma? Uma nova estrutura clínica? Uma nova patologia que surgiu agora na contemporaneidade? Uma doença do tempo, pois está relacionada com ele com o tempo? Ou, como já ouvi por aí, uma doença dos ricos, pois pobre não tem tempo para isso? E agora, para exercitar um pouco mais o pensamento, vem o pessoal do ILPC com esse tema “Depressão: a epidemia do desencanto”. Como assim?
Bem, podemos pensar a depressão de várias maneiras dependendo do lugar que se fala, com os c…

Todo mundo tem que fazer análise? Contardo Calligaris

Quem faz análise geralmente fala que todo mundo tem que fazer. E quem não faz, fala que não é assim. Como é, na verdade? 
Acho que não é verdade que todo mundo tem que fazer. Acho que é um equilíbrio complicado, uma alquimia complexa. Não sei nem se a gente pode dizer que todo mundo pode fazer. “Poder”, do ponto de vista de ter, sei lá, isso a grande maioria pode, tem a possibilidade de fazer uma análise, mas é preciso uma predisposição subjetiva. É um equilíbrio curioso, porque é tempo, é uma complexidade na vida. Não é necessariamente penoso. Pode ser extremamente interessante; e deveria ser. Teve uma época em que estava na moda pensar que uma análise deveria ser necessariamente um processo penoso e angustiante. Que, aliás, se você não se angustiasse, isso demonstraria que você não estava tocando nas questões importantes. Pode ser um processo divertido – divertido, além de interessante, no sentido de que um paciente e um analista podem tranquilamente rir em uma série de circunstância…

A escuta como instrumento de trabalho do psicólogo

"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. É na não escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção." O que geralmente queremos quando vamos ao psicólogo? Rubem Alves (1999) de forma simples e doce nos respondeu. Queremos alguém que nos escute silenciosamente, sem julgamentos, sem opinar. É na dor da angústia, do sofrimento que surge a necessidade de falar, compartilhar com alguém algo que é só nosso, não diz respeito a ninguém, mas que precisa de um outro para servir de amparo. Pois, se o sofrimento é adquirido através da comunicação, ele pode ser aliviado pela mesma via. Amatuzzi (1999), citando clássicos como Carl Rogers, Paulo Freire, dentre outros, fal…

Quando é hora de procurar uma psicoterapia? Christian Ingo Lenz Dunker

A vida não vem sem sofrimento e miséria. Se isso fosse suficiente para determinar a procura de ajuda seria simples: psicoterapia para todos. Não penso que seja este o caso.  Há situações como dependências químicas, disposições de personalidade e sintomas específicos para os quais a maior dificuldade é procurar tratamento. Se o sintoma deixasse o sujeito pedir ajuda, “meio caminho já teria sido andado”. Nesta linha a psicoterapia só seria possível para aqueles para quem ela já não é mais necessária.
Pedir ajuda é um grande sinal de salubridade psíquica. Indica que você foi capaz de perceber e autodiagnosticar uma forma de sofrimento. Sugere também que você entende que isto não é apenas uma deficiência moral, uma insuficiência de sua educação ou uma ofensa ao seu sistema de crenças. O autodiagnóstico é parte do processo de cura. O clínico tenderá a interpretar este movimento crítico como parte de seu desejo de transformação.  Antigos filósofos já diziam que era difícil suportar a ideia …

Sonhos do Avesso - Maria Rita Kehl

"Quem vai olhar para um modelo fora de linha como eu?" "Como promover a otimização de meus finais de semana?" "Fiz as contas: com o que gastei na análise de meu filho já poderia ter trocado de carro duas vezes"
A psicanalista Maria Rita Kehl afirma que a clínica tem sido "contaminada" por critérios de mercado e que o universo familiar gerador de valores está "totalmente atravessado pela linguagem da eficiência comercial"
"O aparente apagamento da dívida simbólica não nos tornou menos culpados; ao contrário: hoje escutamos pessoas que se dizem culpadas de tudo."
Dizem que Karl Marx descobriu o inconsciente três décadas antes de Freud. Se a afirmação não é rigorosamente exata, não deixa de fazer sentido desde que Marx, no capítulo de “O Capital” sobre o fetiche da mercadoria, estabeleceu dois parâmetros conceituais imprescindíveis para explicar a transformação que o capitalismo produziu na subjetividade. São eles os conceitos de f…

Ver a si, encontro com a verdade, re-nascer

"O verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós mesmos (...)“ 

Marguerite Yourcenar

Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise

A ação do sujeito no fort-da é exemplar para nomear o vazio da ausência da mãe com a alternância presença/ausência do carretel. O sujeito “eleva seu desejo à segunda potência...”. “O símbolo se manifesta, inicialmente, como assassinato da Coisa, e essa morte constitui no sujeito a eternização de seu desejo.” 
(Escritos, p.320)

Filme: Anna (2014)

"A coisa engraçada sobre a memoria é que não pode ser totalmente confiável...
E, no entanto, no final, é a única verdade que temos.
E não importa o quão doloroso é, você tem que olhar para a verdade porque às vezes é a única coisa que pode salvar você. É a única coisa que pode libertá-lo."