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Mostrando postagens de Março, 2015

Novas configurações Familiares na contemporaneidade - Maria rita Kehl

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Palestra que a psicanalista Maria Rita Kehl proferiu no Colégio Osvald Andrade sobre as novas configurações familiares. tece considerações sobre a desestruturação da família na ausência da conservação de um adulto que ocupe o lugar daquele que sustenta a Lei (o interdito) para a criança (pode-não/pode) regulando sua pulsionalidade. A questão da modernidade cultuar a felicidade como principal dádiva e finalidade da vida em si mesmanão apenas um valor, mas obrigação máxima conseguida através dos bens de consumo que se tem a mostrar ao outro, interferindo na possibilidade dos pais lidarem com a educação das crianças na medida que entendem erroneamente que não podem frustrar os filhos, cedendo a demandas e desejos que deveriam ser barrados. Discute ainda a diferença entre autoridade e autoritarismo. Pertinente e atual temática para pais, professores e profissionais da saúde.

Chega mais perto e contempla as palavras...

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave? Carlos Drummond de Andrade.

Deletando sentimentos - o apagamento das relações

As relações afetivas são enriquecedoras e geram prazer. A troca com o outro é desejada e temida, pois implica responsabilidade e riscos! Romper laços é difícil e doloroso. O humano se vê facilmente fascinado pela relações virtuais, uma vez que pode desviar da responsabilidade e dos riscos que as relações oferecem (perda, separação, suportar decepções dentro da relação e superá-las) ao mesmo tempo que mantém a ilusão de estar se relacionando, numa gama infinita sempre suprindo (ao mesmo tempo que ironicamente suprimindo) sua necessidade de estar conectado ao outro.
Ana A. Farias CRP 06/39859-9

A história de Kafka e a menininha da boneca perdida em Berlim: para onde vai o amor que se perde?

Há uma história do escritor Franz Kafka (1883-1924), famoso por “A Metamorfose“, “O Processo” e “Carta ao Pai“, que mostra um singelo e doce lado do autor que já foi descrito como esquizóide, depressivo e anoréxico nervoso: uma história de amor em que ele ajuda uma menina desolada pela perda de uma boneca em uma praça de Berlim. A história tem algumas versões e abaixo seguem duas delas (traduzidas para o português): a primeira da terapeuta americana May Benatar, que ouviu da psicóloga e instrutora de meditação budista Tara Brach, publicada no site The Huffington Post, e a segunda do renomado tradutor de Kafka, Mark Harman, como foi publicado no site The Kafka Project. “Para mim essa história traz duas sábias lições: a primeira que tristeza e a perda são presentes mesmo para uma pequena criança, e a outra que o caminho para a cura é ver como o amor volta em outra forma”, diz May Benatar, cuja narrativa segue abaixo. A história de Kafka e a menina que perdeu sua boneca em Berlim, segundo…

Depressão

Sintonia by Betth Ripoli,"Medo e Pânico - Síndromes da Modernidade"!

Esclarecedora entrevista sobre as diferenças entre a Psicanálise, Psicologia e Psiquiatria. Quais as raízes dos sintomas? Como a Psicanálise pode ajudar a resolver os conflitos e o sofrimento das pessoas? A Psicanálise pode ajudar em algumas patologias atuais, como Stress, Depressão, Síndrome do Pânico, fibromialgia, entre outras.
Araceli divulga a Clinica Ana Joaquina, mantida pelo Sindicato dos Psicanalistas que atende pessoas com menor poder aquisitivo. Contribuição para a sociedade e para os cidadãos que o Sindicato oferece de segunda a sexta das 9h às 17h. Marcar consultas pelo (11) 5575 2063

Araceli Albino - Doutoranda em Psicologia pela Universidad Del Salvador (Buenos Aires, Argentina). Presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo – SINPESP. Psicóloga (Faculdades Integradas de Uberaba). Psicanalista Didata; atividade clínica desde 1982. Pós-graduação na PUC – “Psicanálise e linguagem”. Especializações em: Psicoterapia/Psicodinâmica de adultos e adolescen…

FRANÇOISE DOLTO - BIOGRAFIAS

Françoise Dolto (Françoise Marette) (1908 – 1988) nasceu em Paris, em 1908, quarta filha de sete irmãos, numa família parisiense, de cultura cristã, de boa posição econômica. A irmã mais velha faleceu com 18, quando Dolto tinha 12 anos. Casou-se com Boris Dolto. Tiveram dois filhos, Yvan-Chrisostome Dolto e Catherine Dolto.
Foi marcada, na infância, pela reação daqueles que ficavam inquietos, irritados ou angustiados com o que chamavam de sua “loucura”: sua originalidade, sua imaginação, suas idéias.
Destacam-se em Dolto a originalidade pela condição de pensar sob diferentes vértices, e a espontaneidade de manifestar-se de maneira inovadora sobre questões arraigadas no conservadorismo de sua época. Foi uma mulher de vanguarda. Enfrentou, com coragem, dificuldades importantes desde a infância, a partir do âmbito familiar onde não foi compreendida. Queria ser “médica de educação”. Preocupou-se com a ética nas relações humanas valorizando a comunicação. Afirmava que a criança, antes mesmo…

Françoise Dolto sobre a Solidão

Sobre Depressão, fala Françoise Doltonum diálogo do Livro “Solidão”:Desconhecido:Quando estamos sós e deprimidos, não conseguimos ir em direção aos outros. Nós mesmos precisamos ser reconfortados”. Françoise Dolto.: Não é verdade. Se a pessoa que disse isso passou pela experiência da depressão, que da próxima vez em que ficar deprimida estabeleça previamente um programinha:’ no dia em que eu ficar deprimido, sei que posso ir a tal instituição onde sempre precisam de pessoas de boa vontade’. Então ela precisa levantar-se e ir até lá. Vai constatar que nunca mais cairá numa crise de depressão.

Também é preciso se dizer que as crises de depressão são cíclicas. E uma espécie de encontro marcado consigo mesmo. Há pessoas que são ritmadas assim. E nesses casos, em particular, que a psicanálise pode ser muito útil. Num momento de depressão desse tipo, não se deve hesitar  em procurar um psicanalista. Nem por isso se estará começando uma uma psicanálise de dez anos. nos momentos em que não esta…

Conflitos - Rosely Sayão

A mãe de um garoto de cinco anos, arrumando a mala escolar dele, encontrou um brinquedo. Perguntou de quem era, e ele respondeu que havia encontrado na escola. A mãe decidiu devolver o brinquedo à escola sem nada dizer ao filho. Levou o brinquedo e, num momento em que ninguém estava olhando, colocou o objeto no espaço escolar.
Outra mãe, de uma garota de pouco mais de dez anos, vasculhou o celular da filha depois que ela foi dormir e viu conversas com conteúdo muito erotizado para a idade dela. Ficou sem saber que atitude tomar, já que havia descoberto isso mexendo no aparelho sem permissão.
O pai de um adolescente, desconfiado de que o filho estava usando maconha, desmontou o quarto dele em busca de vestígios da droga, num final de semana em que o jovem viajou. Encontrou. Quando o filho retornou, perguntou diretamente se ele usava a erva e –claro!– recebeu uma resposta negativa e indignada. O pai aceitou a resposta do filho, que o fez ficar sem ação.
Tomei esses três exemplo da vida…

A Ação Terapêutica - da Psicanálise e a Neurociência - Victor Manoel Andrade

Por muito tempo, a Psicanálise atribuiu sua ação terapêutica ao método cognitivo de tornar consciente o inconsciente mediante interpretações. Como essa fórmula clássica não dá conta das patologias narcísicas agora predominantes, a tendência atual é privilegiar a reprodução no setting analítico das primeiras relações objetais significativas, de modo a estabelecer um novo modelo de relação objetal. Acredita-se que as patologias narcísicas derivam de falhas estruturais causadas pela internalização de objetos que desempenharam a função materna inadequadamente. A transferência enseja a replicação das primeiras relações afetivas, permitindo ao analista empático emular a função materna de modo a estabelecer um novo modelo de relação objetal. A internalização desse modelo modifica o anterior, responsável por falhas estruturais. Essa ação afetiva primordial é completada e consolidada secundariamente pelas interpretações. A alteração psíquica assim concebida é compatível com a experiência neuro…

Oito sinais de que você precisa fazer terapia

A sensação de ser regularmente dominado pela tristeza ou pela raiva pode indicar algo mais profundo


Todo mundo passa por períodos de stress, tristeza, luto e conflito, então quando você não se sente muito bem pode ser difícil saber se é hora de procurar um profissional para lidar com o problema. A prioridade da comunidade psiquiátrica é identificar e atender aqueles que tem doenças mentais diagnosticáveis, mas a ajuda psicológica para quem tem algum problema que não seja tão óbvio pode ser igualmente importante. Além de sofrer sem necessidade, quem está nessa situação pode ter o quadro agravado justamente por falta de tratamento profissional. “Quanto mais cedo se procura ajuda, mais fácil é resolver o problema”, diz o psicólogo Daniel J. Reidenber. “O tratamento vai ser mais curto e menos estressante.” Os psicólogos atribuem a baixa procura por ajuda médica ao estigma e aos mitos ligados à terapia: a ideia de que seja algo para gente louca, que a ajuda de um profissional seja um sinal d…

Spinoza, Deleuze e a Função da Tristeza na Dominação - Hugo Albuquerque

Quando eu passo da idéia de Pedro à idéia de Paulo, eu digo que minha potência de agir é aumentada; quando eu passo da idéia de Paulo à idéia de Pedro, eu digo que minha potência de agir é diminuída. Isso equivale a dizer que quando eu vejo Pedro, sou afetado de tristeza; quando eu vejo Paulo, sou afetado de alegria. E sobre essa linha melódica de variação contínua constituída pelo afeto, Spinoza irá determinar dois pólos, alegria-tristeza, que serão para ele as paixões fundamentais: a tristeza será toda paixão, não importa qual, que envolva uma diminuição de minha potência de agir, e a alegria será toda paixão envolvendo um aumento de minha potência de agir.Isso permitirá que Spinoza, por exemplo, realize uma abertura em direção a um problema moral e político muito fundamental, que será sua própria maneira de estabelecer o problema político: como acontece que as pessoas que têm o poder, não importa em que domínio, tenham necessidade de afetar-nos de uma maneira triste? As paixões tri…

Divã

"Qual o sentido do uso do divã na análise? O que ele representa no método psicanalítico? É bem comum as pessoas se perguntarem por que os psicanalistas consideram seu uso tão importante, mas nem todos entendem o sentido dessa prática. De forma simplificada, pode-se dizer que o divã ajuda o paciente a tirar o foco do mundo externo e voltar-se ao seu universo interno: sentimentos, fantasias, sonhos e devaneios. Quando nos deitamos, nossa perspectiva do mundo muda, com redução do foco nos objetos ao redor e maior atenção em imagens e pensamentos que nos vêm à mente. Do lado do analista, o divã torna o trabalho mais produtivo: liberado do contato visual, pode se manter mais atento ao seu próprio mundo interno e àquilo que é comunicado pelo paciente."

Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE