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A Trama do Olhar


Somos seres olhados no espetáculo do mundo, observa Merleau-Ponty. O olhar persecutório do paranoico nos ensina que somos olhados por todos os lados. Sem o olhar do outro, não existimos, mas a maneira como somos olhados define um destino. (...) Para o paranoico, como já mencionamos, há um olhar persecutório; o voyeur interroga, pelo olhar, o que falta no Outro; o exibicionista espreita no olhar do Outro o sinal de cumplicidade de seu gozo; (...) a histérica demanda insistentemente ser olhada, mas para confirmar que nela não há falta; já o psicótico como vê com o olhar do Outro que o invade; a cena se passa fora dele.

(A Trama do Olha, Edilene Freire de Queiroz. Latin-American Journal of Fundamental Psychopathology on Line, V, 1, 89-100)

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