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Mostrando postagens de Novembro, 2014

O Tempo - Mario Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará. 
Mario Quintana

Amor trago já - Isloany Machado

*Este texto é o terceiro prelúdio do XV Encontro nacional da EPFCL- Brasil, a acontecer em Campo Grande nos dias 13, 14, 15 e 16 de novembro.
Convocada a dizer sobre o amor, travei. Sim, escrevo. Mas sobre o amor? Não! Entretanto, não havia escapatória. Tinha que dizer, como psicanalista, do amor. Os dias foram se arrastando e as palavras fugiam. E de lá do fundo do meu falasser brotavam chavões: "O amor é fogo que arde sem se ver". O que é o amor, o que é o amor? "É só o amor, é só o amor". Às voltas com a convocação, espremia, espremia, e nada. Tenho o costume de andar olhando para as coisas do chão. Até algum tempo atrás achava um jeito feio de andar, mas depois de Manoel de Barros, que dá tanto valor para as coisas desimportantes – coisas de formigas, de pedras, de rãs – achei que não tinha problema esse meu olho torto. É no chão que acho as coisas mais fundamentais. E eis que um dia, chutando pedrinhas no centro de Campo Grande, encontrei um bilhetinho roto q…

A Dor de Amar (Citação I) - J.D. Nasio

Edvard Munch - Separation 1894
A dor de amar é uma lesão do laço íntimo com o outro, uma dissociação brutal daquilo que é naturalmente chamado a viver junto.
“Ao contrário da dor corporal causada por um ferimento, a dor psíquica ocorrem sem agressão aos tecidos. O motivo que a desencadeia não se localiza na carne, mas no laço entre aquele que ama e seu objeto amado. Quando a causa se localiza nessa encarnação de proteção do eu que é o corpo, qualificamos a dor de corporal; quando a causa se situa mais-além do corpo, no espaço imaterial de um poderoso laço de amor, a dor é denominada "dor de amar". Assim, podemos desde já propor a primeira definição de dor de amar, como o afeto que resulta da ruptura brutal do laço que nos liga ao ser ou à coisa amados. Essa ruptura, violenta e súbita, suscita imediatamente um sofrimento interior, vivido como um dilaceramento da alma, como um grito mudo que jorra das entranhas. A dor está sempre ligada à subtaneidade de uma ruptura, à travessia…

No Consultório de Lacan / Rendez vous chez Lacan

O corpo fala

O resfriado escorre quando o corpo não chora. A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições. O estômago arde quando as raivas não conseguem sair. O diabetes invade quando a solidão dói. O corpo engorda quando a insatisfação aperta. A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam. O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar. A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável. As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas. O peito aperta quando o orgulho escraviza. O coração infarta quando chega a ingratidão. A pressão sobe quando o medo aprisiona. As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza. A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade. Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico Preste atenção! O plantio é livre, a colheita, obrigatória... Preste atenção no que você está plantando, pois será  a mesma coisa que irá colher!!! Assim, desejo que você se cuide, porque sua saúde e sua vida…

O lado bom de ficar sozinho

Querer isolar-se de tudo e de todos nem sempre denuncia um problema

“Geralmente saio de circuito, desligo do mundo e procuro ficar sozinha. Gosto de ouvir o silêncio e entrar em sintonia com os meus pensamentos”, confessa a atriz e socióloga Noêmia Scaravelli, 55 anos. Optar pela solidão, em alguns momentos da vida, não é uma atitude considerada nociva. 
“Os momentos de real importância na transformação ou passagem de um momento para outro ao longo da vida são precedidos por pequenos períodos de auto-isolamento e esvaziamento de si”, explica o psicanalista Christian Ingo Lenz Dunker, que também é professor livre-docente do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). 
Por isso,. “A boa solidão é sentida como uma necessidade de estar só; a má solidão, como uma impossibilidade de ficar sozinho”, completa Dunker. Para a psicóloga Denise Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a solidão torna…