domingo, 25 de maio de 2014

Poema de Adélia Prado



“Tinha vantagens não saber do inconsciente, vinha tudo de fora, maus pensamentos, tentações, desejos. Contudo, ficar sabendo foi melhor, estou mais densa, tenho âncora, paro em pé por mais tempo. De vez em quando ainda fico oca, o corpo hostil e Deus bravo. Passa logo. Como um pato sabe nadar sem saber, sei sabendo que, se for preciso, na hora H nado com desenvoltura. Guardo sabedorias no almoxarifado.”


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Adélia Prado, in: Quero minha mãe. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008. p. 57.

2 comentários:

  1. Amiga Anna, gosto da introspecção da Adélia.
    Um abraço daqui do sul do Brasil. Tenhas uma linda semana.

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  2. Olá! Sou blogueiro e estou desenvolvendo um blog que apresenta aos leitores de forma simples e objetiva a obra de Adélia Prado! Escrevo para lhe convidar a fazer uma visita e a conhecer mais a respeito do meu trabalho!
    Um grande abraço e até lá!
    http://apoesiadeadeliaprado.blogspot.com.br/

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