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Sonhar, dormir e psicanalisar: viagens ao informe - Decio Gurfinkel



Sinopse: Aquele que cai no sono e mergulha no mundo dos sonhos dá início a uma viagem ao informe.
As "formas" construídas durante sua vida de vigília tendem a se desfazer, e o viajante navega rumo à solidão essencial que está no ponto de origem de toda existência humana.
Ora, algo semelhante acontece em um tratamento psicanalítico.
Nele, visitamos repetidamente um espaço-tempo onde a potencialidade criativa do sujeito pode ser reabastecida - ou, quando necessário, construída - contando com o suporte
do "suposto sonhar" do próprio analista.

Sumário

 Abertura 9
1. Tecimento do sonho e transicionalidade 27
A história mítica de Penélope e o tecimento da mortalha 29
Um trabalho do feminino? 39
A história clínica de Penélope e o tecimento do sonho 41

2. Sonhar e dormir 47
A via régia ao inconsciente e a clínica do recalcamento 47
Dormir: necessidade do Eu, retraimento ou regressão? 50
A queda no sono 57
Despertar pelo sonho 61

3. Os rituais de adormecimento: obsessividade, angústias depressivas e perturbação do sono 69
A doença do tabu, o delírio de tocar e a clínica do ódio 73
Adormecimento e assassinato do objeto 82
Depressividade: perturbação do sono e trabalho de luto 86
A depressividade como conquista 91

4. Passagens e quedas 95
Um rito de passagem 95
Rumo à solidão essencial 105
Quedas: uma regressão em dois tempos 114

5. Um espaço para sonhar 123
Passagens: preparação para mudança 125
A casa do sonho 131

6. Sonhar e viajar: na vertical do estrangeiro 137
A viagem do filósofo 137
O sonho como viagem 140
O sonho do filósofo e o sonho do psicanalista 146
Um sonho de clandestinidade 151
A angústia do sonhar e o sítio do estrangeiro 154

7. Sonhar e criar: viagens ao informe 163
Sonho, projeto e utopia 165
Viagens ao informe 172
Andarilhos e sonhadores: brincadeira de esconde-esconde 176

8. A inação do sono 185
A imobilidade do dorminte 185
Inação do sono: uma regra com exceções 189

9. Sono branco, sono pleno 199
Um sono sem sonhos 199
Depressão: negatividade branca e capacidade de sustentação 207
A presença de objetos e a tarefa terapêutica 212

10. A gestualidade do sonhar: movimentos 219
Psicanálise do gesto 219
O sonho como movimento 227
Rede de dormir: de cá pra lá, sem sair do lugar 233
Sonho: movimento no útero do sono 238

11. Sonhar: uma arte visual 243
Sonho e cinema 243
A magia nas artes visuais 245
Um olhar em movimento 251
Um “sonho fílmico”: fascinação ou criação? 256
Espaços oníricos compartilhados 259
Sonhar, dormir e psicanalisar: viagens ao informe

12. Sobressalto e sonambulismo 265
O sobressalto do despertar: uma figura da “passagem” 267
O caso S.: sonambulismo e adicção 270
Sonambulismo: uma falha da função onírica 273
O “sonho de terror” e a falha na transicionalidade 276

13. “Sonhos dirigíveis” e “viagem da droga”: um parque de diversões? 281
Os “sonho dirigíveis” 282
Sujeito ou objeto do sonho? 286
A “viagem da droga” 290
Um sonho-resposta: o sobressalto da viagem ao informe 294
A terra dos sonhos é um parque de diversões? 297

14. A poética do sonho e o olhar do outro: um “suposto sonhar” 301
Um sonho de menina, um conto de fadas 301
Beleza do gesto, beleza do sonho 304
A poética do sonho no espaço da análise: auto-retrato 310
Abrir-se para o sonho do outro 313
O psicanalista e o “suposto sonhar” 317
Referências 325

fonte: Livaria Pulsional

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